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Snorricam - Boyhood, segundo infográficos

por Catarina d´Oliveira, em 27.11.14

Falarei muito brevemente sobre o que achei do fantástico BOYHOOD, de Richard Linklater... mas até lá, e particularmente para quem já assistiu:

 

boyhood

boyhood

 

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Mise en Scène - JURASSIC WORLD

por Catarina d´Oliveira, em 25.11.14

Produzido por Steven Spielberg e realizado por Colin Trevorrow, JURASSIC WORLD encontra, 22 anos depois, a Isla Nublar com um parque com dinossauros totalmente funcional, tal como havia sido imaginado inicialmente por John Hammond. Evidentemente, alguma coisa vai correr mal...

 

O herói reciclado passará a ser interpretado por Chris Pratt.

 

jurassic-world.jpg

Não vale a pena tecer grandes comentários sobre o filme, mas alguns apontamentos: o foco no núcleo familiar é mantido à boa maneira de Spielberg (apesar de aqui surgir apenas como produtor); um piscar de olho claro ao Sea World; uns efeitos especiais surpreendentemente... ranhosos e meios artificiais que não me entusiasmaram muito. De resto... estou 100% a bordo!

 

 

 

 

JURASSIC WORLD deverá chegar aos cinemas portugueses em junho de 2015.

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mockingjaypart1.jpg

 

"Are you, are you
Coming to the tree
Where I told you to run so we'd both be free.
Strange things did happen here
No stranger would it seem
If we met up at midnight in the hanging tree"

 

 

Desta feita, a arena ficou de fora, mas os Jogos, esses, parecem mais intensos do que nunca, ainda que se joguem de uma forma mais cerebral e… peculiar.

 

Na sequência do abrupto final da 75ª Edição dos Jogos da Fome, Katniss Everdeen é levada, pelos seus aliados, para o Distrito 13, que se julgava destruído mas que, contra todas as expectativas, continua a fazer frente ao Governo de Panem. Agora, Katniss tem de se tornar o símbolo que a Rebelião precisa contra as forças do Presidente Snow, que mantém Peeta como refém.

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Depois de Harry Potter e Twilight o terem feito, parece que a indesejada moda de Hollywood de erguer dois filmes em honra de um último capítulo literário pegou mesmo, e THE HUNGER GAMES é a sua próxima vítima, esticando o último livro da saga distópica para jovens adultos de Suzanne Collins para dois filmes, que só conhecerão o seu desfecho no próximo ano.

 

Mas apesar do pêndulo económico ter feito girar os símbolos de dólares na parte de trás, da frente e dos lados da mente dos produtores – e que também terá levado, certamente, um livro como O HOBBIT a dividir-se pelo escandaloso comprimento de três filmes – e não obstante o facto admitido de que, feitas as contas, há efetivamente pouco a acontecer em termos de desenvolvimento do enredo, a verdade é que MOCKINGJAY poderá vir a beneficiar desta divisão, tendo criado uma espécie de equilíbrio que poderia ter sido quebrado pela pressa de o comprimir em apenas duas horas.

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Outro possível benefício está no facto de Francis Lawrence permitir uma habituação à estética completamente diferente deste terceiro filme, abandona a decadência parodiada do Capitólio e a realidade manipulada das arenas. MOCKINGJAY - PART 1 é austero, claustrofóbico, escurecido e lamacento. Em vez de pestanas longas, faces tatuadas e vestimentas futuristas, há macacões impessoais e armaduras de guerra. Em vez de jovens estraçalhados por macacos assassinos, há movimentações propagandísticas a vender falsas verdades (ou mentiras verdadeiras). No fundo, em vez de um puro filme de ação e entretenimento, assistimos a um estudado jogo de xadrez. Enquanto as pessoas dos distritos morrem, a grande guerra é travada através da televisão, a partir de bunkers superprotegidos e com o objetivo de criar o “reclame” mais poderoso. E isto é calculista, frio e real.

 

Nunca esquecendo que se trata de uma série dirigida a um público jovem-adulto, a saga de Hunger Games continua a desenrolar-se como uma série de brilhantes críticas do complexo político e de entretenimento – o hipnotismo da era da televisão, o controle subversivo que consegue exercer, e o público que se deixa enfeitiçar. E se no primeiro filme Katniss aprendeu a usar o sistema para se salvar, e no segundo a usá-lo para o rachar, no terceiro e quarto filmes tentará usá-lo para o destruir.

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E tem sido sempre assim com esta saga, que sem exagero tem sido uma das mais inteligentes, interessantes e importantes do nosso tempo. Porque não só os temas urgentes estão incrustados no enredo – os media como arma política, a moda como ferramenta revolucionária, o impacto de uma mensagem, o sacrifício como mote de inspiração - como os próprios personagens refletem sobre estes temas e a forma como podem usar a subversão ou o peso do adversário em seu favor.

 

Não é, muito provavelmente, o filme que esperávamos, e sente-se profundamente não-realizado. Mas merece a nossa fé… porque se a PARTE 2 cumprir o que tem vindo a prometer, é bastante provável que em algumas décadas ainda estejamos a discutir o sucesso deste comentário social em forma de ficção científica.

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Jennifer Lawrence continua a iluminar a mente cada vez mais torturada de Katniss, que além da familiar convicção traz desta feita na bagagem muita angústia e assombração. É, provavelmente, a sua Katniss mais complexa e verosímil, e também a mais completa, porque cada vez mais expõe a ironia no “heroísmo peculiar” da jovem do Distrito 12: uma sobrevivente relativamente passiva mas reativa, tão desejosa de abandonar a luta como qualquer um, mas obrigada a fazer escolhas impactantes sob circunstâncias duras e forçadas.

 

O restante elenco é maioritariamente composto por caras familiares, onde se destacam evidentemente Josh Hutcherson, que tem desta vez mais a fazer do que simplesmente parecer um cachorro abandonado e começa a construir um novo e fragilizado Peeta, Donald Sutherland, que torna a ameaça do Presidente Snow especialmente palpável (e sangrenta) neste terceiro episódio e ainda o falecido Phillip Seymour Hoffman, que preenche de carisma e segurança cada cena que protagoniza. Nas novas adições, não há para já destaques claros, apesar de a presença de Julianne Moore e Natalie Dormer serem muito bem-vindas a um franchise que prima pela presença de poucas mas poderosas personagens femininas.

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MOCKINGJAY - PART 1 é assim um assumido blockbuster que se edifica sobre temas complexos e ideias desenvolvidas pelos seus predecessores de uma forma estimulante e provocadora, mas que sofre do mal moderno de ser uma entidade incompleta.

 

E se James Cameron tivesse divido “Titanic” em dois filmes, aplicando a machadada divisiva no momento do avistamento do icebergue? A primeira metade teria pouco ou nada para contar, no que concerne ao alcance total do épico baseado numa tragédia real… mas não será igualmente importante para contextualizar e colocar em perspetiva o que sucede no segundo ato? Mas faria sentido dividi-lo em dois filmes?

 

Provavelmente não. Todavia, defendendo-se ou não a moderna tendência de dividir últimos capítulos em duas partes, a realidade permite-nos apenas conhecer “The Hunger Games” nessa condição de exemplo. Pode ser um auspicioso início para um épico capítulo final da saga… ou um arrastado prenúncio para um fecho pouco entusiasmante. Mas por todas as razões e mais alguma, merece o benefício da dúvida.

 

7.0/10

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Snorricam - Super-heróis do séc. XVI e XVII

por Catarina d´Oliveira, em 18.11.14

 

O que aconteceria se alguns dos super-heróis que conhecemos fossem Duques ou membros da nobreza com centenas de anos? Foi isto que tentou imaginar Sacha Goldberger na sua espetacular coleção SUPER FLEMISH.

 

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Mais criações disponiveis aqui.

 

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Point-of-View Shot - Interstellar (2014)

por Catarina d´Oliveira, em 13.11.14

INTERSTELLAR_DESTAQUE.jpg

"Do not go gentle into that good night;

Old age should burn and rave at close of day.

Rage, rage against the dying of the light"

 

 

A cada novo filme, a cada nova incursão, a cada novo puzzle, a questão que se coloca é: será que Christopher Nolan se superou?

 

A resposta, em todos os seus componentes, é subjetiva, mas há pelo menos espaço para uma verdade universal – "Interstellar", um épico de ficção-científica que presta igual reverência às duas metades de denominação do género, é o seu filme mais ambicioso e corajoso, tanto como as ideias e aventura que toma como o destino da terra.


O enredo, lido por quem ainda não assistiu, deve ser simplificado e conjurado sob a forma de uma espécie de feitiço místico que nada pode revelar além da marca da primeira hora de filme, momento em que deixamos para trás a Via Láctea e partimos à descoberta de uma nova galáxia para chamar de casa. A razão para tal exploração radical é que o nosso tempo no planeta Terra se aproxima assustadoramente do fim.

 

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Denso, intricado e com uma arquitetura confiante na sua estrutura complexa, "Interstellar" mina os jogos cerebrais de ideias que tocam algumas das questões mais primárias sobre a natureza humana, o seu futuro e a relação de todas as coisas com o maior herói e vilão de sempre: o tempo.


Não ousaremos discutir a fundo todo o imbróglio científico baseado nas teorias do físico Kip Thorne relativas a buracos negros, wormholes, deformações no tempo ou campos gravitacionais, mas é refrescante assistir à assunção de que a batalha entre a racionalidade e a emoção é uma realidade mesmo na nata da comunidade científica.


Inspirando-se não só na temática espacial, mas sobretudo da perceção do público de determinadas incursões cinematográficas específicas, foi o próprio Nolan quem destacou algumas das maiores influências do seu "Interstellar". Não que precisasse – "2001: A Space Odyssey", "Star Wars", "The Right Stuff" ou "Close Encounters of the Third Kind" encontram referências e reverências a cada esquina, mas Nolan nunca deixa de ser o capitão do seu próprio navio, ou neste caso, nave.

 

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Mas ainda à semelhança de Kubrick – a quem manifestamente deve mais das suas influências estéticas e temáticas - Nolan revelou-se sempre um cineasta profundamente cerebral, frio, dando primazia aos desafios do intelecto e deixando a emoção a uma distância de segurança. Em "Interstellar" encontra, no entanto, o seu exercício mais humano. Apesar de alguns desequilíbrios e tiros ao lado, esta é verdadeiramente a sua primeira tentativa de equiparar o caleidoscópio intelectual ao bombar do coração pulsante.


Um dos principais responsáveis por essa mudança de abordagem é, evidentemente, Matthew McConaughey, que parece tornar-se cada vez melhor ao longo da sua já célebre "McConaissance". A fé inabalável aliada a um carisma magnético tornam Cooper numa metade mágica do coração do filme que oferece a McConaughey a possibilidade de uma interpretação mais subtil e talvez também por isso mais poderosa do que poderíamos esperar. A outra metade pertence a Jessica Chastain – muito provavelmente, a melhor atriz que esta geração conhece – e à sua Murph que é, simultaneamente a personagem mais interessante e intrigante da trama, a única com um arco de desenvolvimento complexo ao longo de toda a narrativa.

 

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O atrito das suas incongruências emocionais e do risco de um terceiro ato rebuscado afastam-no do estatuto de obra de arte, mas, a seu tempo, tornar-se-á certamente um clássico da ficção-científica. Mas a missão maior é mais do que cinematográfica, é profundamente humana e esperançosa.


"Interstellar" é, evidentemente, um blockbuster de proporções colossais – em termos épicos, de alcance, de orçamento – mas não é isso que o torna singular. Numa era onde representações de super-heróis fictícios e invasões extraterrestres imaginadas custam mais a gerar do que o PIB de algumas pequenas nações, o filme de Chrispother Nolan faz diferente. O orçamento é igualmente estratosférico, mas as ideias, essas parecem dignas de um universo de outro dos seus filmes, onde os sonhos se assumem como uma realidade alternativa, palpável, capaz de influenciar o nosso dia-a-dia.

 

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Como Cooper admite, parece que deixamos de olhar para cima e imaginar, e começamos a olhar para baixo. A beleza da fascinação perdeu-se entre o incómodo da preocupação. Isto também no Cinema. E é neste panorama de repetidos cenários apocalípticos, devastadores e descrentes que "Interstellar" se revela como uma grandiosa carta de amor à humanidade. Uma carta imperfeita, é verdade, mas não mais defeituosa do que Nós.


É numa perspetiva de confiança, de crença na possibilidade que Nolan explora aquilo de que o Homem pode ser capaz na busca de algo maior, melhor. Mesmo que esse futuro incerto dependa de seres tão conflituosos, tão cheios de falhas como nós.


Aqui há esperança. No futuro e no Cinema.

 

8.0/10

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Snorricam - Inception contado por uma mãe

por Catarina d´Oliveira, em 06.11.14

E depois de hilariantes versões de "The Matrix" e "Star Wars", a MÃE CINEMA está de volta para nos recontar a intricada história de "Inception".

 

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A  ideia é esta: um tipo viu o "Inception" com a mãe e no final pediu-lhe para contar a história do filme em áudio. Depois, o tal tipo resolveu enfeitar o recontar do enredo com animações arcaicas hilariantes.

 

 

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TCN BLOG AWARDS 2014: Os Nomeados

por Catarina d´Oliveira, em 03.11.14

Há os Óscares, há os Sophias, há os SOAP Awards (cof...cof...) e depois há os enormíssimos The Cinema Notebook BLOG AWARDS.

 

A edição de 2014 dos TCN vêm, uma vez mais e incansavelmente, celebrar o que de melhor se faz (ou escreve) por esses blogues de cinema e televisão fora. E também mais uma vez - irra que este post é só repetições - é imperativo louvar o Carlos Reis, o laborioso chefão dos prémios e a cara (e coração) por detrás do Cinema Notebook, que por nada em troca (a não ser anos de vida, insultos ou picardias pontuais) se dá ao trabalho de organizar esta animada cerimónia que apenas se preocupa com a a divulgação de comunidade blogger, desde os novatos aos suspeitos do costume e ainda aos da velha guarda.

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Este ano, entre as 13 categorias a concurso, e apesar de ter sido novamente um ano muito difícil – na medida em que pude reservar muito menos tempo do que desejava aqui ao meu cubículo – o Close-Up surgiu representado em duas categorias (incluíndo a recente rubrica Homemade, onde faço mini-remakes familiares bastante sofríveis de alguns filmes nossos conhecidos), ao lado de colegas de qualidade tal que até me deixam constrangida de lá estar. Mas olha… estou.

 

Além deste espaço, ainda tive o prazer de ver a "minha" Magazine-HD (onde colaboro e coordeno) nomeada como Melhor Página de Facebook, e o fantástico CCOP (Círculo de Críticos Online Portugueses) nomeado como Melhor Iniciativa. Um bem-haja à Academia pelos votos de confiança, parabéns a todos os indicados e uma enorme e especial saúdinha (tornei-me subitamente numa idosa de 76 anos) aos meus colegas e compadres da Magazine.HD e CCOP.

 

Para terminar, que isto já vai longo e tenho de ir estender a roupa, deixo-vos a lista completa de nomeados e o local onde poderão votar em cada categoria nos vossos favoritos (não necessariamente em mim, se encontrarem concorrentes mais capazes, o que é bem provável).

 

 

LISTA COMPLETA DE NOMEADOS

 

BLOGGER DO ANO
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BLOGUE INDIVIDUAL DE CINEMA/TV
Votações na barra lateral direita de splitscreen-blog.blogspot.com

 

 

BLOGUE COLETIVO DE CINEMA/TV
Votações na barra lateral direita de antestreia.blogspot.com

 

 

NOVO BLOGUE
Votações na barra lateral direita de onarradorsubjectivo.blogspot.pt

 

 

ARTIGO DE TELEVISÃO
Votações em pop-up do lado inferior direito de close-up.com.pt
  • "Agatha Christie’s Poirot”: A magia de aproximar gerações, por Pedro Andrade, do blogue TVDependente
  • A propósito da estreia de “Masters of Sex”, por Rui Mendes, do blogue TVDependente
  • A televisão do futuro chegou, por Nuno Reis, do blogue Antestreia
  • "Because I say so" - Breaking Bad aos meus olhos, por João Curado, do blogue Quero Ver 1 Filme
  • Doctor Who: A viagem de Moffat no 50º aniversário, por António Guerra, do blogue TVDependente
  • Game of Thrones. Livros versus Série – qual fica K.O.?, por Ricardo Rodrigues, do blogue Espalha Factos
  • A Geração Rangel, por Pedro Miguel Coelho, do blogue Espalha Factos
  • Um Artigo Com Bolinha Vermelha: Uma História da Nudez e Sexualidade na Televisão, por Diogo Cardoso, do blogue TVDependente

 

 

ARTIGO DE CINEMA
Votações na barra lateral direita de blog-girl-on-film.blogspot.com
  • Cannon: De Era Dourada a Estatuto de Culto, por Hélder Almeida, do blogue MovieWagon
  • Creio que nem toda a gente percebe o debate “Cinema vs. Televisão”, por Pedro Andrade, do blogue TVDependente
  • E o Netflix português?, por Pedro, do blogue CinemaXunga
  • Greta Garbo - As Divindades também assinam contratos, por Aníbal Santiago, do blogue Rick's Cinema
  • I can't hide my feelings from you now: amor e desejo em "Hoje Eu Quero Voltar Sozinho", por Walter Neto, do blogue Split Screen
  • MGM - Passado, Presente e Futuro, por Aníbal Santiago, do blogue Rick's Cinema
  • Revisitar as Videocapas da Tv Guia, por Edgar Ascensão, do blogue Brain-Mixer.
  • Top 12: Final Girls, por Rita Santos, do blogue Not a Film Critic

 

 

CRÍTICA DE TELEVISÃO
Votações na barra lateral direita de cinemaxunga.net
  • Band of Brothers, por Hugo Barcelos, do blogue Rick's Cinema
  • Brooklyn Nine-Nine: 1×22– Charges and Specs, por Ricardo Raposo, do blogue TVDependente
  • Fargo: 1×10 – Morton’s Fork, por Rafa Santos, do blogue TVDependente
  • Hannibal – 2.ª temporada, por Ana Gomes, do blogue TVDependente
  • Person of Interest: 3×23 – Deus Ex Machina, por Rui Matos, do blogue TVDependente
  • O épico regresso de Sherlock Holmes, por Sofia Pereira, do blogue Espalha Factos
  • A Reinvenção do mito dos Thundercats, por Nuno Reis, do blogue SciFiWorld Portugal.
  • Utopia: 2×01 – Episode 2.1, por Gabriel Martins, do blogue TVDependente

 

 

CRÍTICA DE CINEMA
Votações no interior de todas as publicações de tvdependente.net
  • 2001: Odisseia no Espaço, por Jorge Teixeira, do blogue Caminho Largo
  • A Propósito de Llewyn Davis, por André Olim, do blogue Terceiro Take
  • A Vida de Adèle: Capítulos 1 e 2, por Catarina D'Oliveira, do blogue Close-Up
  • Debaixo da Pele, por Tiago Ramos, do blogue Split Screen
  • O Lobo de Wall Street, por Rui Alves de Sousa, do blogue Espalha Factos
  • Robocop, por Pedro, do blogue CinemaXunga
  • Wadjda, por Hugo Barcelos, do blogue Rick's Cinema.
  • Videodrome, por Rafael Santos, do blogue Memento Mori

 

 

ENTREVISTA
Votações na barra lateral direita de brain-mixer.blogspot.com
  • Entrevista a António-Pedro Vasconcelos, por Rui Alves de Sousa, do blogue Espalha Factos
  • Entrevista a Carlos Gerbase, por Aníbal Santiago e Roni Nunes, do blogue Rick's Cinema
  • Entrevista a Ferenc Cakó, por Carlos Miranda, do blogue Cinemaville
  • Entrevista a João Miller Guerra, por Tiago Ramos, do blogue Split Screen
  • Entrevista a Luís Diogo, por Nuno Reis, do blogue Antestreia
  • Entrevista a Pedro Pinho, por Daniela Guerra, do blogue Cinemaville
  • Entrevista a Samuel Hadida, por Nuno Reis, do blogue Antestreia.
  • Entrevista a Vittorio Storaro, por Rui Alves de Sousa, do blogue Espalha Factos

 

 

REPORTAGEM/COBERTURA
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INICIATIVA
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RUBRICA
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Master Shot - 10 Filmes de Terror para ver no Halloween

por Catarina d´Oliveira, em 30.10.14

 

10filmesterror_halloween.jpg

"Tis now the very witching time of night, when churchyards yawn and hell itself breathes out contagion to this world" (William Shakespeare)

 

 

Estamos outra vez naquela altura do ano.

 

A tradição teve origem nos povos antigos da Grã-Bretanha e Irlanda, cuja crença repousava na certeza de que, na véspera do Dia de Todos os Santos, os espíritos regressavam a casa – que é a forma simpática de dizer que os mortos voltavam da sepultura para aterrorizar os vivos.

 

O costume continua a encontrar maior proeminência nos países anglo-saxónicos, mas a nova e divertida celebração começa a incrustar-se cada vez mais nas restantes culturas do mundo.

 

Multidões passeiam-se sob disfarces de vampiros, monstros ou assassinos renomados, pregando partidas pela noite dentro, quando o macabro é a palavra de ordem. Mas é na altura em que o psicopata, ou um louco foragido, ou um verdadeiro monstro sai à rua, irreconhecível nesta procissão de figuras disfarçadas, que a contagem de mortos dispara.

 

É a noite mais assustadora do ano, e por isso, como a manteiga convém ao pão acabadinho de torrar, os filmes de terror encontram nesta data uma razão especial para o seu ser. Hoje revisitamos uma série de películas sangrentas que marcam o dia que se celebra. A única regra? Têm de se passar no Halloween. And now we shall celebrate the Horror.

 

 

“CREEPSHOW” 1 e 2 (1982, 1987)

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Ambos são antologias de terror (contam várias histórias ligadas entre si), e ambos são imperdíveis. Especialmente pelo tributo que prestam ao género. Isto além de que, obviamente, não há lista de terror que se preze que não refira pelo menos uma das crias do génio do terror, George A. Romero.

 

 

 

“NIGHT OF THE DEMONS” (1988)

nightdemons.jpg

Uma espécie de clássico de culto do terror que expõe a glória dos anos 80 – diálogo coxo, más interpretações e conteúdo pouco cuidado, banhados a sangue – apesar de encontrar sequelas e remakes entre 1994, 1997 e 2009. Um grupo de jovens tem a brilhante ideia de dar uma festa de Halloween numa casa assombrada. Pode ser que fique tudo bem… ou então um demónio vai possui-los e transformá-los em seres dentuças, de aspeto apodrecido e voz grossa.

 

 

 

“PET SEMATARY” 1 e 2 (1989 e 1992)

petsematary.jpg

É verdade que, se há Halloween aqui, não é lá muito; mas não há cá batotas, porque ele está lá – mais proeminentemente na sequela, mas vamos focar-nos no génio original. Stephen King é o autor de algumas das obras de literatura mais arrepiantes da história, desde ‘Carrie’ a ‘Shining’, ou ‘A Coisa’ até ‘O Cemitério’, que aqui hoje se apresenta. Apesar de ser horrífico (no bom sentido) nas ideias que apresenta, infelizmente, não potencia as possibilidades do cemitério de animais que o título promete, com direito a tartarugas carnívoras, ou hamsters mutantes, ou coelhos anões estripadores. Mas há um gato zombie e um bebé assassino, o que é prémio de consolação mais do que suficiente.

 

 

 

“JACK-O” (1995)

jack-o.jpg

Tem de ser um dos piores filmes que já existiram, o que por sua vez o eleva à restrita categoria do “é tão mau que até é bom”. O indivíduo titular tem cabeça de abóbora (literalmente) e é um demónio lendário do Halloween. Quando é trazido de volta para os tempos modernos, Jack-O começa a chacinar tudo o que mexe à sua frente para assombrar o jovem Sean Kelly e a sua família. A qualidade das interpretações é dolorosa, mas fica a garantia de uma das séries de mortes mais hilariantes alguma vez concebidas no Cinema.

 

 

 

“SCREAM” 1 e 2 (1996 e 1997)

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Inspirada no quadro de Edvard Munch, a máscara de Ghostface congela uma face pálida num grito silencioso. E essa face pode até ter uma voz palerma e anti-climática, mas também tem uma faca de impor respeito para tirar teimas com a população de Woodsboro. Para tirar dúvidas, tanto o clímax do original (1996) como a sua sequela direta são passados no Halloween.

 

 

 

“GINGER SNAPS” (2000)

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Tenho uma confissão a fazer: não gosto de lobisomens. Não lhes acho especial graça, além de que enchem as carpetes de pelos e baba. Mas Ginger Snaps é um dos mais eficientes filmes de terror que já vi com eles, e é diversão gore e folclore no seu melhor. Duas irmãs fascinadas pela morte aventuram-se na noite e uma delas acaba atacada por um lobisomem. A metamorfose começa, mas ela ainda consegue ir a uma festa de Halloween, parcialmente transformada, sem dar nas vistas. No fundo, é tudo uma metáfora para a puberdade e a inconveniência das borbulhas, mas não deixa de ser uma adição incontornável à lista.

 

 

 

“MAY” (2002)

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A crónica da espiral de loucura de uma jovem que sempre foi esquisita por vários motivos - incluindo um olho meio avariado e um gostinho especial pelo macabro. Na noite de Halloween, os ticos e tecos entram em curto-circuito, e May decide criar um amigo… com as partes mais bonitas das pessoas que conhece. Fica o aviso de que não se recomenda para aqueles com a digestão mais sensível.

 

 

 

“HOUSE OF 1000 CORPSES” (2003)

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Quando quatro espíritos jovens e inconsequentes querem divertir-se às custas de uma loja de horrores na beira da estrada, acabam por conhecer a lenda do Dr. Satan, um médico que matava lentamente as suas vítimas. Como é lógico, a inteligência não abençoou as alminhas dos protagonistas dos filmes de terror, que decidem ir procurar o local onde o médico desapareceu. Também é lógico que é de noite. E que está a chover. E que vão ficar encalhados no meio do nada. E que vai haver sangue e tripas. Junte-se uma família arrepiante, mortes aversivas e um palhaço assassino, e o prato – um nadinha indigesto - está pronto a servir.

 

 

 

“TRICK R' TREAT” (2007)

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Mais uma antologia de terror, que desta feita conta uma série de histórias que se centram no dia 31 de Outubro. Cada uma, baseada numa parte da mitologia do Halloween, encontra elementos que a interligam com as outras. Moderno, nada aborrecido (a estrutura ajuda) e surpreendente. E garotos com sacos de batatas na cabeça são das coisas mais assustadoras que se pode encontrar nesta vida.

 

 

 

“HALLOWEEN” (franchise – 10 filmes: 1978-2009)

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A resposta é não, não pode dizer que celebra o Halloween condignamente se não vir o filme de John Carpenter (1978), ou alguma das sequelas e remakes que lhe têm vindo a declinar a aparente qualidade, mas não a relevância nos últimos trinta anos. Além de ser um dos melhores filmes de terror de sempre e de apresentar uma das mais icónicas máquinas de matar do Cinema, continua a captar na perfeição o sentimento de mistério e horror do dia. E apesar de ser sobre um grupo de jovens a serem violentamente assassinados, há qualquer coisa nele capaz de nos fazer sentir em casa neste dia tão especial. Se não o virem pelo menos em algum Halloween das vossas vidas, temo que algo de muito errado vos possa acontecer.

 

 

Artigo originalmente publicado em Vogue.pt

 

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Point-of-View Shot - Fury (2014)

por Catarina d´Oliveira, em 28.10.14

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"It will end, soon. But before it does, a lot more people have to die"

 

A história volta a ser violenta no regresso de Brad Pitt ao terreno lamacento e mortífero da Segunda Guerra Mundial.

 

O filme realizado David Ayer é uma janela aberta para uma das mais interessantes partes do inolvidável conflito: o seu final. Os Nazis sabem-no perto, os Aliados sentem-no, mas Hitler ainda não o admitiu e de alguma forma os peões continuam a mover-se num terreno alemão profundamente devastado por mais de cinco anos de luta. A carnificina e o caos que por aqui passaram são inimagináveis, mas cruamente reais, como descobre da forma mais difícil o soldado novato Norman Ellison que é destacado para um dos poucos tanques norte-americanos que restam em combate.

 

No momento em que o Sargento Don “Wardaddy” Coliider lhe põe os olhos em cima, sabe que este será mais uma morte certa para as forças americanas sem a devida instrução. Mas tal como prometeu ao resto da sua equipa – o cru mecânico Grady “Coon-Ass” Travis, o espirituoso condutor Trini “Gordo” Garcia e o artilheiro Boyd “Bible” Swan – fará tudo para os levar até ao fim do conflito vivos. Todavia, e à medida que se entranham mais e mais no arrasado território inimigo povoado por alemães cada vez mais desesperados e dispostos a tudo, Wardaddy terá a sua tarefa muito dificultada.

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Profundamente ambicioso, “Fury” é um exercício fascinante e provocador, ainda que defeituoso em importantes frentes. Penoso, brutal e entusiasmante, é a maior aproximação que encontrará à experiência de passar uns “aprazíveis” dias num claustrofóbico e mal equipado tanque americano no final Guerra – só resta agradecer aos céus que ainda seja impossível uma experiência cinematográfica com cheiro… mas conseguimos imaginar!

 

Além de recordar a fraternidade entre os irmãos de armas à semelhança das películas de guerra dos anos 60 e 70 (como “The Dirty Dozen”), o filme de Ayer também reflete a sombra negra mais reconhecível nos clássicos do pós-Vietname como “Platoon” e “Full Metal Jacket” – mais concretamente, os efeitos inapagáveis da guerra na psique e alma humana.

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Mas o que distancia “Fury” dos demais familiares cinematográficos do género é a sua entrega honesta à fealdade de uma guerra feia. Ayer mergulha – e por extensão, mergulha-nos – na imundice de poças de sangue, nos corpos apodrecidos empurrados pelas escavadoras, nos cadáveres dissolvidos na lama. A beleza surge em pormenores fugidios, como um cavalo branco simbólico ou uma garota loira de olhos tristes, mas a qualquer minuto, Ayer prepara-se para nos castigar por baixarmos a guarda.

 

As batalhas são algo como nunca vimos antes, tática e logisticamente brilhantes, com a devastação bem patente à custa de explosões de cabeças e membros decepados. Apesar de ter sido orquestrada de forma entusiasmante, a conclusão é uma desilusão do ponto de vista dramático – um final “à Hollywood”, que não condiz propriamente bem com a precisão elétrica e moral ambígua da história até então.

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Brad Pitt, Shia LaBeouf e Logan Lerman ficarão certamente na memória pelas carismáticas e afetantes interpretações, mas infelizmente virtualmente todos os personagens são estereótipos: o chefe duro mas de bom coração, o latino desenvolto, o bad boy abrutalhado, o miúdo. A superficialidade da sua abordagem nunca é ultrapassada, com a exceção do jovem Norman, cujos olhos são a nossa porta de entrada para o Inferno instalado. Nestes homens não vemos ou ouvimos a referência à saudade de uma vida passada, apenas o hoje e o som metálico do interior sufocante de uma máquina de guerra que aprenderam a chamar de casa.

 

Com cirúrgica atenção ao detalhe e autenticidade aplicadas às sequências de batalha ao estilo old-school, oferece uma brutalidade e crueza refrescantes, sem cair no habitual jingoísmo do género, e alicerçando-se em verdades absolutas e sentimentos diretos e simples. É verdade que não existe uma história verídica à qual equiparar e ficcionalização de Ayer, mas esta parece leal, honesta, franca.

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É disso que trata “Fury”. Não versa sobre uma geração orgulhosa dos seus feitos, mas da pura definição de pesadelo que representa. E da lama, da sujidade, do sangue, da escuridão. Do som das canções germânicas e dos impropérios americanos. Do barulho dos tanques, das granadas e das metralhadoras. E da névoa da guerra: a neblina das bombas de fumo, mas sobretudo o indistinto nevoeiro entre o poder e a vulnerabilidade, a humanidade e a tirania, a necessidade e a crueldade, e entre o homem e o animal.

 

 

7.5/10

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Point-of-View Shot - Frank (2014)

por Catarina d´Oliveira, em 28.10.14

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"Stale beer. Fat fucked, smoked out. Cowpoked. Sequined mountain ladies. I love your wall. Put your arms around me. Fiddly digits, itchy britches. I love you all."

 

Pode não saber muito sobre “Frank”, mas provavelmente já ouviu dizer que é protagonizado por Michael Fassbender, envergando uma enorme cabeça postiça… portanto mais vale começarmos por aí.

 

Apesar de ser o ator irlandês o grande responsável pelo arrastamento de público que o filme aproveitará, a comédia dramática de Lenny Abrahamson não é tanto sobre esta sua fantástica performance (num laivo de inspiração de casting ao nível do de Scarlett Johansson em “Her"), mas sobre os ideais criativos que o seu personagem representa.

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Ainda que tenha sido coescrito por Jon Ronson (ex-membro dos Oh Blimey Big Band) e de ser inspirado na criação de Chris Sievey (uma personagem com uma enorme cabeça de papel chamada Frank Sidebottom), “Frank” é uma ficção por conta própria que nos leva numa viagem à boleia dos Soronprfbs, uma banda excêntrica encabeçada pelo enigmático personagem titular, à qual se junta Jon, um entusiástico mas inocente teclista cujo desejo de fama e reconhecimento excede largamente as suas capacidades artísticas.

 

Além de capturar na perfeição os momentos de tédio, ansiedade e explosão criativa inerentes à participação numa banda, o filme de Abrahamson é absolutamente desconcertante no tom, assumindo uma abordagem surpreendentemente negra e taciturna no storytelling. Começando como uma extravagante e não raras vezes divertida excursão pelo processo criativo, o filme evolui para uma exploração das torturadas psiques dos seus protagonistas. O facto de mergulhar as suas resoluções convencionais e estrutura familiar na estranheza e peculiaridade dos seus personagens podia ser um motivo crítico, mas a verdade é que “Frank” está no seu melhor quando utiliza as potencialidades deste sistema para parodias as dificuldades da criação musical.

 

Pelo caminho, percorremos ainda críticas e comentários ao pano de fundo da indústria musical, proliferação e crescente importância da presença nos media sociais e a dinâmica de grupo.

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Adicionalmente, e não obstante o último ato ameaçar prejudicar a mística envolvente (assumindo, inclusive uma posição algo cliché que chegou a parodiar nos primeiros dois atos) e o facto de um nevoeiro permanente pairar sobre as suas intenções – é difícil saber se é mais uma sátira crítica à indústria musical ou a celebração de um génio – “Frank” é uma deliciosa dissonância, provocadora e sensível que explora a verdadeira importância do sucesso comercial em oposição à conceção de algo verdadeiramente único.

 

Umas vezes compensa, outras não - é esta a verdadeira beleza e dor tortuosa da criação artística.

 

8.0/10

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