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Point-of-View Shot - Mommy (2014)

por Catarina d´Oliveira, em 31.03.15

mommy.jpg

 

 

"Toi et moi, on s'aime encore, hein ?"

 

Exuberante e cru – é assim o cinema de Xavier Dolan, o jovem realizador que chegou às bocas do mundo com a sua quinta longa-metragem, premiada em Cannes e tatuada na memória.

 

Mas o enfant terrible canadiano não é novo nestas andanças. Depois de uma carreira prolífera como ator infantil, serpenteou para trás das câmaras com apenas 19 anos, quando lançou o seu primeiro filme, J'AI TUÉ MA MÈRE, um grito de raiva materializado num drama parcialmente autobiográfico sobre a complexidade dos laços de um filho problemático e uma mãe alheada.

 

Essa primeira obra, que espalhou na tela como pinceladas seguras alguns dos primeiros indícios daqueles que seriam os traços mais distintivos da obra de Dolan, está intimamente ligada com o seu mais recente filme. É que se J'AI TUÉ MA MÈRE foi um castigo alegórico para a sua mãe, MOMMY nasceu para vingá-la.

 

mommy2.jpg

 

Die é uma mãe solteira, viúva mas com muita garra, dá por si com o fardo de ter a guarda exclusiva de Steve, o seu filho de 15 anos que sofre de Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção. Enquanto tenta sustentar ambos e lida com esta situação difícil, Kyla, a nova e peculiar vizinha da frente, oferece-se para a ajudar. Juntos encontram um novo sentido da vida, de equilíbrio e esperança.

 

Furioso, MOMMY é um tornado de emoções à flor da pele, mas um mestre absoluto na sua gestão – nunca se torna cansativo, porque a energia do seu caos organizado é absolutamente revigorante. O ritmo é implacável, brilhando ao nível de uma realidade de emoção, frustração e desejo aumentados. É uma viagem na montanha-russa sem paragens, selvagem, louca, e completamente embebida na pop que marcou o crescimento das gerações de 80 e 90.

 

Atirando-se à arte que nasceu para ser sua com o apetite voraz de uma criança num recreio sem limites, Dolan tem vindo a consolidar uma estética única e uma voz distinta; com MOMMY chega a irrevogável prova de uma maturidade emocional além dos seus 25 anos.

 

mommy3.jpg

 

Mas este não é apenas um portento dramático, ou exímio no contexto narrativo pungente. É, igualmente, uma exposição viva de criatividade cinematográfica. Apoiando-se num revolucionário aspect ratio de 1:1 (o equivalente, digamos, ao formato de uma fotografia no Instagram), obriga-nos a respirar as emoções dos personagens num quadrado perfeito, criado especificamente para aniquilar possibilidade de escape. Todos os sentimentos, as revoltas e motins emocionais são maximizados, até um momento de pura liberdade artística, evidentemente transcendente, que torna a razão para esta decisão técnica ainda mais clara.

 

No contexto das interpretações, é profundamente doloroso recordar a falta de reconhecimento que o tridente de Dolan tem obtido. Anne Dorval, musa habitual do realizador, é uma força da natureza como a excêntrica viúva Die, naquela que foi certamente, uma das interpretações femininas mais poderosas de 2014. Também o jovem Antoine Olivier Pilon foi fenomenal como o bombástico e imprevisível Steve, e Suzanne Clément confere uma qualidade enigmática à professora reservada que ajuda a família.

 

mommy4.jpg

 

Trágico mas luminoso, MOMMY é um filme de surpreendente violência e dor profunda, pontuado por explosões de absoluta (e genuína) felicidade. É euforia pura, inebriante, cheio daquilo que torna a vida… na vida.

 

Uma consequência justa. Uma reviravolta injusta. Um sorriso sincero. Um uivo de dor. Uma lembrança serena. Uma ferida em carne viva. Uma gargalhada dobrada. Um murro no estômago. Um abraço de esperança. Um choro de morte.

 

E passando os dedos pelas cicatrizes, saímos da sala mais vivos.

 

 

10/10

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Awards Season: Prémios CCOP 2015 - Os vencedores

por Catarina d´Oliveira, em 24.03.15

A vossa mártir espera terminou: já foram revelados os grandes vencedores dos muy nobres Prémios CCOP 2015.

 

O Círculo de Críticos Online Portugueses (eu estou lá!) distinguiu Grand Budapest Hotel como o filme do ano. Abaixo a lista (in)completa de vencedores.

 

 
 
 
Melhor Filme
Grand Budapest Hotel, de Wes Anderson
 
 
 
Melhor Realizador
Wes Anderson por Grand Budapest Hotel
 
 
 
Melhor Argumento Original
Uma História de Amor, Spike Jonze
 
 
 
Melhor Argumento Adaptado
12 Anos Escravo
John Ridley, baseado no livro de Solomon Northup
 
 
 
Melhor Actor
Matthew McConaughey em O Clube de Dallas
 
 
 
Melhor Actriz
Rosamund Pike em Em Parte Incerta

 

 

(...)

 

Estão a perceber o meu jogo sujo? A minha velhacaria?

Para ver o resto têm mesmo de ir ao blog do CCOP.

 

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Snorricam - O primeiro e o último plano

por Catarina d´Oliveira, em 23.03.15

Há muitas diferenças palpáveis entre o trabalho de um génio cinematográfico e um mero realizador. Uma das provas do referido desnível entre os que fazem filmes e os que fazem Filmes, é que os grandes mestres da direção não deixam um único frame ao acaso no enquadramento da obra final.

 

firstlast.jpg

 

Case in point: uma fantástica montagem de vídeo que compara o primeiro e último plano de uma série de Filmes nossos conhecidos (e reconhecidos), e que mostra ligações, emoções e continuidades que, possivelmente em alguns casos, nunca julgamos que existissem.

 

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exotic2.png

 

 

Foi com uma expectativa entusiasmada mas intrigada que em abril de 2012 fizemos check-in n’ O Exótico Hotel Marigold, um albergue para idosos, perdido entre a frenética paisagem indiana de mercados de rua amontoados à volta de pequenos trilhos onde abundam lambretas barulhentas e atarefados tuk-tuks tão velozes e descuidados que parecem ter tendências assassinas. O cheiro das especiarias, o toque dos tapetes e o pó levantado pelas crianças que correm atrás de uma bola quase eram capazes de passar para o nosso lado do ecrã, e subitamente estávamos no único sítio onde queríamos estar: perdidos num cenário idílico para os corações aventureiros.

 

É curioso pensar que apenas uma semana depois, os Avengers da Marvel montaram acampamento nas salas portuguesas para resgatar o mundo fictício de mãos tiranas e lançar para o infinito da rentabilidade Hollywodesca mais um dos seus produtos de universo alternativo, quando por outro lado, eram estes super-heróis seniores que continuavam a salvar “a vida da nossa vida” com lições básicas de partilha, redescoberta e amor.

 

marigold.png

 

Foi assim que conhecemos e nos afeiçoámos à sonhadora Evelyn de Judi Dench, ao ternamente desajeitado Douglas de Bill Nighy, ao malandro Norman de Ronald Pickup, à ávida Madge de Celia Imrie e claro, à resmungona incontornável Muriel de Maggie Smith, todos liderados pelo espírito trapalhão mas maior que a vida do gerente do Hotel, Sonny de Dev Patel.

 

O regresso não era necessário ou expectável. Afinal, aquela primeira estadia foi o equivalente ao inexplicável conforto de uma manta a acompanhar um filme de Domingo. Mas um dia vimo-nos com bilhete e nova estadia marcada, e THE SECOND BEST EXOTIC MARIGOLD HOTEL é, por ventura, o extra de uma chávena de chá com biscoitos que faltava à nossa tarde de aconchego.

 

marigold3.jpg

 

Os vários dilemas morais e amorosos de cada hóspede equilibram-se, nesta segunda viagem, na expansão do sonho de Sonny que, desta vez, está a ocupar-lhe mais tempo do que ele tem disponível, tendo em conta que está prestes a casar com o amor da sua vida, Sunaina (Tina Desai). Sonny está de olho numa promissora propriedade agora que a sua primeira aventura, o exótico Hotel Marigold para pessoas idosas e bonitas, tem apenas um quarto disponível quando estão para chegar mais dois hóspedes: Guy (Richard Gere) e Lavinia (Tamsin Greig).

 

John Madden volta a por a mão na massa numa comédia simpática que tem algo a dizer sobre a posição subvalorizada da população idosa na nossa sociedade, e THE SECOND BEST EXOTIC MARIGOLD HOTEL não só continua a demonstrar um enorme carinho e respeito pela cultura indiana como a atitude de apaixonante irreverência dos seus protagonistas prossegue triunfando sobre a fórmula gasta de um sentimentalismo de pé pesado e os previsíveis “finalmentes”.

 

É bastante óbvio que a razão da materialização do regresso é narrativamente desnecessária, cínica e monetariamente movida, mas não é por isso que o gangue sénior deixa de espalhar positivismo, humor e sabedoria incisiva. Todas as semanas, sequelas, remakes e reboots inundam os cinemas… mas é raro e estupendamente agradável que uma comédia romântica britânica liderada por septuagenários se encontre nestas andanças.

 

marigold2.jpg

 

O elenco superlativo é encantador sem grande esforço, e é realmente difícil alimentar grande hostilidade perante um veículo tão delicioso para bombear talento da realeza britânica – como antes de si fizeram, por exemplo, Harry Potter e Downton Abbey.

 

Mesmo sem a frescura ou sentido de descoberta do original, não há nada de errado com o desejo de regresso à comfort food para a alma ou a um filme que segue sem pretensões de mudar a indústria.

 

Às vezes o regresso a um amor antigo é o suficiente para nos fazer renascer.

 

7.0/10

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A Sony Pictures lançou o primeiro e bastante interessante trailer da aventura de comédia PIXELS, que seguindo as pisadas de Wreck it Ralph, volta a trazer para a ribalta alguns dos jogos arcade mais adorados dos anos 80.

 

pixels_trailer_still.jpg

 

Em PIXELS, quando extraterrestres intergalácticos interpretam mal sinais de vídeo de jogos clássicos como uma declaração de guerra, atacam a Terra usando as personagens dos jogos como modelos para seus vários assaltos. O Presidente Will Cooper tem então de chamar o seu melhor amigo de infância e campeão de jogos de vídeo dos anos 80, Sam Brenner, agora um técnico responsável pela intalação equipamento home theater, para liderar uma equipa de jogadores "old school" para derrotar os alienígenas e salvar o planeta. A tarefa de os reunir cabe à tenente-coronel Violet Van Patten, especialista em fornecer aos "arcaders", armas exclusivas para lutar contra os aliens.

 

 

Protagonizado por Adam Sandler, Kevin James, Michelle Monaghan, Peter Dinklage, Sean Bean e Jane Krakowski, PIXELS foi realizado por Chris Columbus e chega aos cinemas portugueses a 13 de agosto de 2015.

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Mise en Scène - Inside Out, agora mais completo

por Catarina d´Oliveira, em 10.03.15

 

A Disney-Pixar lançou finalmente um trailer de INSIDE OUT que nos permite ver além das várias emoções da pequena Riley e... descobrir o enredo propriamente dito da aventura e o que se passa na sua cabecinha.

 

Pixar-Inside-Out-Event-Feelings.jpg

 

Ora parece que a Alegria e a Tristeza se perdem da "central de comandos das emoções" no cérebro de Riley e são enviadas para as profundezas do inconsciente da petiz... E agora Raiva, Medo e Desgosto são os únicos a "controlar o navio". Isto promete!

 

 

 

 

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Snorricam - A curta-metragem que originou Whiplash

por Catarina d´Oliveira, em 02.03.15

Um dia, WHIPLASH apareceu na ponta da caneta de Damien Chazelle e materializou-se no papel. O passo seguinte para a promissora longa-metragem era garantir os 3 milhões de dólares necessários para a sua realização... Mas as coisas não correram assim tão bem logo à primeira, e Chazelle teve de improvsar.

 

O resultado foi uma curta-metragem de 18 minutos que estreou no Sundance Film Festival em 2013, trazendo, inclusive, para casa o Prémio do Júri. Evidentemente, alguém com bolsos fundos ganhou olhos na cara e lá apoiou o garoto a criar aquele que foi, mais tarde, um dos grandes filmes de 2014... mas a verdade é que a curta (que também era curta de orçamento) não lhe ficava nada atrás.

 

whiplash.jpg

 

A performance aterradora de J.K. Simmons está lá, bem como a montagem precisa. Os upgrades ficaram para o casting de Neiman (originalmente interpretado por Johnny Simmons - que, não, não é da família do ator vencedor de Oscar este ano - e depois substituido por Miles Teller) e a estética evidentemente mais cuidada da versão longa.

 

 

 

 

 

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wolfie.jpg

 

Todas as alminhas com uma amostra de espírito comerciante sabem que, possivelmente, a melhor arma do universo das vendas é... um cliente satisfeito. Poucas coisas existem que batam uma boa crítica, ou um comentário positivo de um consumidor anónimo que não foi pago para dizer, por hipótese, que o último livro da Margarida Rebelo Pinto é uma Bíblia feminina.

 

Com o crescimento da world wide web e a aposta dos negócios numa presença forte online, já não passamos sem espreitar as críticas de determinado produto/serviço que pretendemos adquirir. Portanto sempre que navegamos pelo olx, ou o ebay, ou a amazon, temos um olho no burro (o produto por que salivamos) e outro no cigano (as críticas ao mesmo).

 

Pois que é neste âmbito que surge o assunto deste post: críticas de utilizadores que compraram filmes na Amazon. Mas não são estas considerações de qualquer laia... são, apenas, alguns dos melhores apontamentos humorísticos da minha semana.

 

 

Sobre AMERICAN SNIPER...

American Sniper.png

 

 

Sobre ANNABELLE...

annabelle.jpg

 

 Sobre UNDER THE SKIN...

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Sobre LA VIE D'ADÈLE...

blue is the warmest color.png

 

 

Sobre CASABLANCA...

casablanca.png

 

 

Sobre CLOUDY WITH A CHANCE OF MEATBALLS...

cloudy with a chance of meatballs.jpg

 

 

Sobre CROUCHING TIGER, HIDDEN DRAGON...

Crouching Tiger, Hidden Dragon.png

 

 

Sobre DIRTY DANCING...

dirty dancing.png

 

 

Sobre GRAVITY...

gravity.png

 

 

Sobre INGLOURIOUS BASTERDS...

inglorious basterds.png

 

 

Sobre MAGIC MIKE...

magic mike.png

 

 

Ainda sobre MAGIC MIKE...

magic mike2.png

 

 

Sobre MAN OF STEEL...

man of steel.jpg

 

 

Sobre MARCH OF THE PENGUINS...

march of penguins.png

 

 

Sobre ONLY GOD FORGIVES...

only god forgives.jpg

 

 

Sobre SPACE JAM...

space jam.jpg

 

 

Sobre THE FOG...

the fog.png

 Sobre THE HUNGER GAMES: CATCHING FIRE...

The Hunger Games Catching Fire.png

 

 

Sobre (TWILIGHT) BREAKING DAWN - PART 1...

The Twilight Saga Breaking Dawn - Part 1.png

 

 

Ainda sobre (TWILIGHT) BREAKING DAWN - PART 1...

The Twilight Saga Breaking Dawn Part 1.png

 

 

Sobre THE WOMAN IN BLACK...

the woman in black.png

 

 

Sobre TITANIC...

titanic.jpg

 

 

Sobre WEST SIDE STORIES...

west side story.png

 

 

Sobre WHITE HOUSE DOWN...

white house down.png

 

 

Sobre THE WIZARD OF OZ...

wizard of oz.png

 

 

 

 

Crédito da "curadoria" de imagens: Amazon Movie Reviews

 

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Close-Up Soap Awards 2015 - 4ª Edição | Vencedores

por Catarina d´Oliveira, em 25.02.15

 

Estava eu na cama hoje de manhã quando senti uma enorme vontade que me impeliu a levantar. Não sei explicar melhor, que era uma pressão na barriga, uma sensação estranha de algo fora do normal que estaria prestes a acontecer... o mais provável é que fossem gases.

Adiante: deu-se hoje, no aconchego do meu quarto, a muito aguardada 4ª edição dos Close-Up SOAP Awards - se por alguma razão inexplicável não se lembrarem dos nomeados, podem revê-los aqui.

A Academia Portuguesa de Artes Mais ou Menos Cinematográficas já contou os votos de mais de 100 membros e os vencedores foram decididos, mas mesmo quem foi para casa de mãos a abanar teve a noção de que esteve num evento cujo único objectivo era honrar a indústria cinematográfica, que tantas alegrias nos dá todos os anos, mas também algumas tristezas e, ocasionalmente, dores nos rins ou até patologias mais graves... além de a celebrar, se calhar gozar respeitosamente um bocadinho com ela também.

Mas vamos a resultados, que até há momentos só o senhor que nos faz os envelopes com os vencedores é que sabia - é triste, mas o senhor dos envelopes sou eu, com um bigode farfalhudo de colar, portanto talvez seja melhor ser uma senhora dos envelopes.

 

*** *** ***


Christopher Nolan levou para casa um cabaz de SOAPS por causa do seu "Interstellar", com vitórias em categorias como MELHOR BLOCKBUSTER e  MELHOR FILME QUE NÃO FOI NOMEADO PARA O OSCAR DE MELHOR FILME. A razão pela qual sentiu necessidade de roubar à descarada um carrinho de comprar ali do Jumbo do Almada Forum ainda está por decifrar.

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Quem também foi uma tarde particularmente feliz foi Ellar Coltrane, o rapaz que vimos crescer à frente dos nossos olhos ao longo de "Boyhood", e que foi o vencedor incontestável na categoria de MELHOR INTERPRETAÇÃO DE UM GAROTO. Por alguma razão, o Ellar apareceu na cerimónia já na casa sénior, apoiado numa bengala e com uma algália atrás... o pior foi quando aquilo se soltou e urinou-me o quarto todo. Enfim.

soap_boyhood.jpg

Também por aqui tive direito a uma performance especial de "Everything is Awesome" do filme LEGO, à semelhança do que aconteceu nos Oscars da Academia. E se se estão a perguntar - sim, teve tantos ácidos à mistura como a outra atuação. Como temos todos dois palmos de testa, pelo menos aqui oferecemos-lhe um prémio de consolação, mesmo que indireto, pela fantástica presença de LIAM NEESON EM MODO 'TAKEN', MAS SEM SER NO 'TAKEN'.

soaps_lego.jpg

 

Tivemos ainda a honra de ter presente no espetáculo a já icónica Amy Dunne, que subiu ao palco para receber o seu PRÉMIO ESPECIAL - "NOSSA, QUE BIOLÊNCIA!" pela cena de sexo com Desi, em “Gone Girl” acompanhada de um carrinho de mão com os restos mortais de Neil Patrick Harris. Diz que ia fazer uma sopa de miudezas para dar ao marido.

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Apesar de não podermos ter tido o prazer de contar com a sua presença física, recebemos informação do agente do Nenuco que colaborou em "American Sniper" - outro vencedor inconstestável, mas agora na categoria de MAIOR MOMENTO WTF? - do lançamento de uma coleção especial de bebés falsos pela marca, com o selo de aprovação de Clint Eastwood e do Close-Up. No próximo Natal vai ser vê-los a sair que nem pãezinhos quentes...

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Por fim, e como tinhamos confirmado no início da semana, o jovem ator da Olive Tree Pictures - Francisco Oliveira - esteve na cerimónia para receber o SOAP entregue a "O Lobinho da Trafaria". Fica o registo do momento dos seus (sentidos) agradecimentos.

 

 

 

Mas porque já vamos com chacha e conversas a mais... vamos então relevar a lista completa de vencedores dos Close-Up Soap Awards 2015.

 

 

MELHOR FILME DA OLIVE TREE PICTURES (rubrica: Homemade)
“O Lobinho da Trafaria”

MELHOR FILME QUE NÃO FOI NOMEADO PARA O OSCAR DE MELHOR FILME
“Interstellar”


MELHOR FILME QUE PROVAVELMENTE MUITA GENTE NÃO VIU
“Under the Skin”


MELHOR BLOCKBUSTER
“Interstellar”


PIOR BLOCKBUSTER DA LOJA DO CHINÊS
“The Legend of Hercules”


FILME QUE NÃO NOS ATREVEMOS A TOCAR NEM COM UM PAU DE TRÊS METROS
“Eclipse em Portugal”


MELHOR TWIST: OU OH DIABO, PENSEI QUE ESTE FILME FOSSE SOBRE OUTRA COISA...
“Selma” (sobre uma senhora chamada Selma)


MELHOR PERFORMANCE DE UM GAROTO
Ellar Coltrane em “Boyhood”


MELHOR MANUTENÇÃO DE PILOSIDADE FACIAL
Os personagens masculinos, de “The Grand Budapest Hotel”


MELHOR LIAM NEESON EM MODO 'TAKEN' (mata toda a gente e mais uma freira e um gatinho), MAS SEM SER NO 'TAKEN'
“The LEGO Movie”


A TENDÊNCIA DO ANO
O Tempo perguntou ao tempo quanto tempo o tempo tem (“X-Men: Days of Future Passed”; “Interstellar”; “Edge of Tomorrow”)


MELHOR PERSONAGEM SECUNDÁRIA QUE É INEQUIVOCAMENTE MAIS 'FIXE' DO QUE O PROTAGONISTA
Quicksilver (em oposição a Wolverine, em “X-Men: Days of Future Past”)


MELHOR CAMEO
Christopher Lloyd, em “A Million Ways to Die in the West”


MELHOR UTILIZAÇÃO DE BANDA SONORA NÃO ORIGINAL
“Guardians of the Galaxy”


MAIOR MOMENTO WTF?
O bebé de plástico de “American Sniper”


MELHOR PAPA CERELAC FEITA COM O NOSSO CÉREBRO (a.k.a. Precisava de um curso para perceber isto)
“Interstellar”


LINHA DE DIÁLOGO QUE ANIMA O ESPÍRITO
"I don't know what sort of cream they've put on you down at the morgue, but I want some. Honestly, you look better than you have in years. You look like you're alive." - M. Gustave (Ralph Fiennes), em "The Grand Budapest Hotel"


PRÉMIO ESPECIAL - PÔR ÁGUA NA FERVURA (Eles queriam nomeações a Óscar mas só levaram rebuçados)
“Unbroken”


PRÉMIO ESPECIAL - HOMICÍDIO EM PRIMEIRO GRAU À ARTE DO PHOTOSHOP
(empate) “Exodus: Gods and Kings”
(empate) “Left Behind”


PRÉMIO ESPECIAL - ANTIDEPRESSIVOS PARA QUE VOS QUERO
“The Fault in Our Stars”


PRÉMIO ESPECIAL - "NOSSA, QUE BIOLÊNCIA!"
A cena de sexo entre Amy e Desi, em “Gone Girl”

 
PRÉMIO ESPECIAL OMNIPRESENÇA
(empate) Julianne Moore
(empate) Liam Neeson


PRÉMIO ESPECIAL - TRAZ O TELESCÓPIO PORQUE NASCEU UMA ESTRELA (e agora vão-ta esfregar na cara durante os próximos 7 anos em todos os filmes que conseguirem)
Chris Pratt

 

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Oscars 2015 - A galeria definitiva

por Catarina d´Oliveira, em 24.02.15

Este ano tomei uma péssima decisão. Ou melhor, ela impôs-se sobre mim: tive de ver os Oscars de ressaca.

 

O meu sábado foi assassino. Com três ou quatro horas de sono e um fígado estafado por várias horas a vestir uniforme de cruzado a combater uns infelizes shots de whisky no meu organismo, tentei manter-me alerta pela madrugada de domingo adentro, nem sempre com os resultados que esperava das minhas capacidades de resistência à sonolência, outrora tão firmemente edificadas para desespero dos meus pais e da minha irmã que tantas vezes me tentava adormecer.

 

De todo o modo, e com mais ou menos cabeçada para golo e cedência ao universo do Zé Pestana, lá assisti com pouco entusiasmo a uma cerimónia que nada fez para mudar aquele meu feeling de que a noite ia ser "meh".

 

Mas apesar deste abalroamento emocional perante o evento cinematográfico que mais me entusiasma anualmente, sem qualquer vergonha, e porque não precisam mesmo que eu replique a lista de vencedores pela 490572058603983ª vez na internet, resolvi, tal como no ano passado, organizar uma pequena cronologia de alguns dos melhores momentos da noite.

 

*** *** ***

 

Segundo a larga tradição, a noite começa com o desfile de beldades e atrocidades pela passadeira vermelha, e este ano não desiludiu no que respeita a looks surpreendentes, começando pelo modelito multifacetado para tarefas domésticas de Lady Gaga...

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Ou as várias senhoras que se inspiraram em alimentos de várias ordens...

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Contudo, a mais fascinante presença foi a de Chloe Grace Moretz no seu modelito "cama de casal"...

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E que nos deixou na beira da cadeira a imaginar o que teria naqueles enormes bolsos de onde não tirava as mãos nem que lhe apontassem uma arma à nuca. Seria o lanche? Um animal indefeso? Provavelmente, nunca saberemos.

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Mas todos sabemos passadeira vermeira não se faz apenas de maquilhagem e vestidos de gosto duvidoso; é também colorida por um desfile de vergonhas alheias que nos faz retorcer no sofá... como seja a beijoca que John Travolta distribui aleatoriamente

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Ou esta extremamente desconfortável entrevista a Dakota Johnson e Melanie Griffith (a sua mãe) sobre "50 Shades of Grey"

 

 

 

 

 

Depois de 3 horas de conversa de circunstância, estava na hora de sair a correr para a cerimónia, e Oprah foi logo a primeira... (isto para não dizer que fugiu a sete pés de Lady Gaga, mas isso soava pior)

 

 

 

 

A Octavia já estava pronta, a topar tudo.

 

 

 

 

O Neil até arrancou bem...

 

 

 

 

... mas depois de uma abertura com direito a número músical de luxo que prometia muito... acabou a fazer piadas de induzir o vómito do género desta

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Todavia, e mesmo assim, foi uma noite de emoções fortes para Oprah. Ela ficou com o coração a bater depressa... (pudera, com aquele decote asfixiador de seios...)

 

 

 

 

Ela teve um hi5 rejeitado pelo Common...

 

 

 

 

Ela ficou confusa...

 

 

 

 

 

E ela rejubilou.

 

 

 

 

E por falar nisto... lembram-se da performance da música do Lego Movie, "Everything is Awesome"?

 

 

 

 

Até o Batman apareceu... mas a questão que mais importa colocar é...

 

 

 

 

Que tipo de ácidos ou drogas pesadas terão estado envolvidos no planeamento desta apresentação....?

 

 

 

 

Mas vá, agora a sério: a melhor parte foi o fair-play e a simpática distribuição de estatuetas pela audiência...

 

 

 

 

 

O Steve Carell e o Channing Tatum tiveram direito a um...

 

 

 

 

 

E a Emma Stone ficou demasiadamente feliz com o seu

 

 

 

 

Mas sabem que é que não estava lá na única vez que decidiram distribuir prémios pela audiência...?

 

 

 

Exato.

 

 

 

 

 

 Mas o Benedict fez-lhe o luto devido... com bezanas.

 

 

 

 

... que depois acabaram por surtir algum efeito no seu controlo de expressões faciais.

 

 

 

 

 

 Ele não estava embriagado na verdade... mas sabem quem estava mesmo? O Terrence Howard.

 

 

 

 

 

A noite de ontem não foi apenas sobre prémios. Foi sobre atos de bondade... como aquela vez em que Lady Gaga limpou a cara do senhor barbudo ao seu lado...

 

 

 

 

 

E Kerry Washington...

 

 

 

 

 

E Jared Leto... mas ?%$#% esta gente lava-se?

 

 

 

 

E a propósito deste momento... foi bonito ver a consagração de Patricia Arquette ser abençoada pelo filho de Deus

jesus arquette.jpg

 

 

 

 E por Deus(a)

 

 

 

 

 

Ainda em matéria de discursos, gostava de recordar aquele que será talvez o mais badalado da noite. Estão recordados?

 

 

 

 

 

Pena que o John Travolta tenha levado isso tão à letra...

travolta.jpg

 

 

 

 

... quase ouvi crianças a cantar "let her go, let her goooo"

 

 

 

 

 Mas vamos fazer justiça ao senhor Brilhantina. Não foi o único protagonista de momentos estranhos nesta noite.

 

 

 

 

Tivemos ainda a disputa fervorosa entre Nicole Kidman e Wes Anderson para decidir quem batia palmas de forma mais esquisita...

 

 

 

 

Podemos decidir um empate técnico?

 

 

 

 

Porreiro!

 

 

 

 

 

Tivemos também a sangrenta batalha de Michael Keaton com a pastilha que mascava furiosamente sempre que havia um Close-Up da sua cara...

 

 

 

 

Ele mostrou-lhe quem mandava.

 

 

 

 

A noite TODA.

 

 

 

 

Podia ter pedido umas dicas ao Ben... que sempre foi mais discreto.

 

 

 

 

 

Vamos dar-lhe o desconto... o tipo estava de discurso na mão quando o Eddie lhe "robou" o Oscar. A sério... foi como se ele estivesse na casa de banho, de calças em baixo, e lhe abrissem a porta para o mundo ver.

 

 

 

 

 

O que importa é o espetáculo, e o Birdman até foi contente para casa.

 

 

 

 

E o Eddie deve ter andado a comer barras de açúcar embebidas em leite condensado e pepitas para estar nesta excitação... mas é enternecedor.

 

 

 

 

 

No final, o NPH perguntou ao David Oyelowo como foi a cerimónia e ele foi honesto...

 

 

 

... mas não tanto como o Robert Duvall.

 

 

 

 

E no fundo é isto... até para o ano!

 

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