Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Mais sobre mim

foto do autor


VOTAÇÃO TCN 2014



Calendário

Dezembro 2014

D S T Q Q S S
123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031

free hit counters


Action Props Jogos
Awards Season Época de Prémios
Deep Focus Artigos
Flashback Regresso ao Passado
Flashforward Notícias e Projectos
Freeze Frame Shot Imagens
Master Shot Listas e Tops
Mise en Scène Trailers e Posters
New Shots Estreias
Outtake Fora da Sétima Arte
Point-of-View Shot Críticas
Pull Back Shot Um olhar sobre o passado das Estrelas
Smash Cut Citações
Snorricam Extras
Widescreen Cenas Icónicas

. Blog Oficial


Membro do Círculo de Críticos Online Portugueses

. Blog Oficial



subscrever feeds


Arquivo

  1. 2014
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2013
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2012
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2011
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2010
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2009
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2008
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D


Mise en Scène - Knight of Cups

por Catarina d´Oliveira, em 16.12.14

Foi finalmente revelado o primeiro trailer oficial de KNIGHT OF CUPS, o novo filme de Terrence Malick que versa sobre um homem, tentações, celebridade e excessos.

 

knight-of-cups-cate-blanchett-christian-bale.jpg

O filme conta no elenco com Christian Bale, Cate Blanchett, Natalie Portman, Antonio Banderas, Freida Pinto, Wes Bentley, Isabel Lucas e Teresa Palmer e vai estrear-se no Festival Internacional de Cinema de Berlim. 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Awards Season: Nomeados aos Golden Globes 2015

por Catarina d´Oliveira, em 11.12.14

Foram há pouco reveladas as nomeações para a 72ª edição dos Golden Globes, atribuídos pela Hollywood Foreign Press Association (HFPA).

 

70th-golden-globe-awards-show.jpg

Em Cinema, BIRDMAN de Alejandro González Iñárritu lidera o painel de nomeados com sete indicações, seguido de BOYHOOD e THE IMITATION GAME com cinco cada.

 

 

MELHOR FILME (DRAMA)
- Boyhood
- Foxcatcher
- The Imitation Game
- Selma
- The Theory of Everything

 

MELHOR FILME (COMÉDIA OU MUSICAL)
- Birdman
- The Grand Budapest Hotel
- Into the Woods
- Pride
- St. Vincent

MELHOR REALIZADOR
- Wes Anderson por The Grand Budapest Hotel
- Ava Duvernay por Selma
- David Fincher por Gone Girl
- Alejandro González Iñárritu por Birdman
- Richard Linklater por Boyhood

MELHOR ATOR (DRAMA)
- Steve Carell por Foxcatcher
- Benedict Cumberbatch por The Imitation Game
- Jake Gyllenhaal por Nightcrawler
- David Oyelowo por Selma
- Eddie Redmayne por The Theory of Everything

MELHOR ATRIZ (DRAMA)
- Jennifer Aniston por Cake
- Felicity Jones por The Theory of Everything
- Julianne Moore por Still Alice
- Rosamund Pike por Gone Girl
- Reese Witherspoon por Wild

MELHOR ATOR (COMÉDIA OU MUSICAL)
- Ralph Fiennes por The Grand Budapest Hotel
- Michael Keaton por Birdman
- Bill Murray por St. Vincent
- Joaquin Pheonix por Inherent Vice
- Christoph Waltz por Big Eyes

MELHOR ATRIZ (COMÉDIA OU MUSICAL)
- Amy Adams por Big Eyes
- Emily Blunt por Into the Woods
- Helen Mirren por The Hundred-Foot Journey
- Julianne Moore por Maps to the Stars
- Quvenzhané Wallis por Annie

MELHOR ATOR SECUNDÁRIO
- Robert Duvall por The Judge
- Ethan Hawke por Boyhood
- Edward Norton por Birdman
- Mark Ruffalo por Foxcatcher
- JK Simmons por Whiplash

MELHOR ATRIZ SECUNDÁRIA
- Patricia Arquette por Boyhood
- Jessica Chastain por A Most Violent Year
- Keira Knightley por The Imitation Game
- Emma Stone por Birdman
- Meryl Streep por Into the Woods

MELHOR ARGUMENTO
- Wes Anderson por The Grand Budapest Hotel
- Gillian Flynn por Gone Girl
- Alejandro González Iñárritu, Nicolás Giacobone, Alexander Dinelaris e Armando Bo por Birdman
- Richard Linklater por Boyhood
- Graham Moore por The Imitation Game

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
- Force Majeure (Suécia)
- Gett: The Trial of Viviane Amsalem (França)
- Ida (Polónia)
- Leviathan (Rússia)
- Tangerines (Estónia)

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO
- Big Hero 6
- The Book of Life
- The Boxtrolls
- How to Train Your Dragon 2
- The LEGO Movie

MELHOR BANDA SONORA
- Alexandre Desplat por The Imitation Game
- Johann Johannsson por The Theory of Everything
- Trent Reznor por Gone Girl
- Antonio Sanchez por Birdman
- Hans Zimmer por Interstellar

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
- "Big Eyes" presente em Big Eyes (Lana Del Ray)
- "Glory" presente em Selma (John Legend, Common)
- "Mercy Is" presente em Noah (Patty Smith, Lenny Kaye)
- "Opportunity" presente em Annie
- "Yellow Flicker Beat" presente em Hunger Games, Mockingjay Pt 1 (Lorde)

CECIL B. DEMILLE AWARD
George Clooney

 

 

A 72ª edição dos Golden Globes tem lugar a 11 de janeiro de 2015.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Mise en Scène - Inside Out

por Catarina d´Oliveira, em 11.12.14

Apesar de 2014 ter sido um ano atípico para a Pixar - não lançou nenhum filme - 2015 marca o regresso da titã da animação com o seu novo e entusiasmante INSIDE OUT.

 

inside.jpg

Peter Docter (responsável por outros sucessos como UP e WALL.E) sentou-se na cadeira de realização para nos trazer a história de Riley, uma menina de 11 anos que muda de casa, e que agora tem que lidar com uma nova cidade, uma nova escola e novos amigos. Mas não fica por aqui. É na mente de Riley que tudo se vai desenrolar, em Headquarters, onde as suas emoções, literalmente, vivem. Alegria, Medo, Tristeza, Repúdio e Raiva serão as personagens que acompanharão Riley ao longo da história, e que, de uma forma muito turbulenta, a tentarão ajudar a adaptar-se à nova vida em São Francisco.

 

O novo trailer da animação foi lançado hoje e pode já ser visto abaixo.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Point-of-View Shot - Boyhood (2014)

por Catarina d´Oliveira, em 04.12.14

boyhood.jpg

 

"The moment seizes us"

 

Se a vida é uma série de momentos, de recomeços, de escolhas e de compromissos, então BOYHOOD é um magnificente e humilde tributo a tal vida.

Escrito e realizado por Richard Linklater, o ambicioso projeto levou o ávido realizador a filmar uma história ao longo de 12 anos (traduzidos em 45 dias de filmagem), e que nos permitiu assistir ao crescimento figurativo e literal do seu protagonista Ellar Coltrane à frente dos nossos olhos – inspirando-se, quem sabe, no génio de François Truffaut quando decidiu acompanhar a vida de Antoine Doinel ao longo de cinco filmes.

 

boyhood2.jpg


No caso de Linklater, começou a filmar o jovem ator com apenas 6 anos e terminou quando este tinha acabado de completar os 18. Todos os anos, gravava cerca de 15 minutos de filme, montando e compilando pelo caminho. Tudo se junta, numa miscelânea de momentos com alma de álbum fotográfico de uma forma que é difícil de descrever. O efeito é absolutamente esmagador na sua simplicidade.

Entre 2002 e 2014 seguimos a vida do jovem Mason e a sua família, que inclui a impertinente irmã mais velha e o par de pais divorciados, à medida que crescem nos enormes mas (cinematograficamente) tão raros desafios quotidianos e nas diferentes casas que tornam suas, ano após ano.

 

boyhood3.jpg

 
Com lealdade aos factos, BOYHOOD é um drama ficcionado e narrativo, mas desenrola-se com a verdade pungente de um documentário. Uma obra-de-arte na acumulação de detalhes, e um fascinante exercício no ato de mostrar em vez de contar. O homem que se especializou no formato das “histórias passadas num único dia” alonga os limites do seu engenho para criar algo único e sem precedentes, tanto para a audiência como para si mesmo.

É a soma de uma carreira singular, a culminação de tudo o que tentou alcançar, fundindo a sensibilidade independente e livre que emprestou às suas primordiais odisseias diárias dedicadas ao caos organizado da juventude (SLACKER e DAZED AND CONFUSED) à precisão da reflexão e da exposição verbal tão elegantemente exercitada na trilogia BEFORE SUNRISE/SUNSET/MIDNIGHT, numa poderosa evocação simultânea do que significa pertencer a uma família e crescer, edificando a cada passo uma pequena parte daquilo que virá a ser a nossa identidade. Todavia, não é apenas um estudo sobre a infância e o desenvolvimento humano, mas também dos rigores e vicissitudes da vida adulta.

 

boyhood4.jpg

Mas BOYHOOD não é uma experiência valerosa apenas pela sua natureza estrutural e de produção inovadora – o que aqui temos é também um baú de riqueza cultural inestimável para a geração que cresceu durante o séc. XXI, marcando-se a passagem do tempo com as respetivas deixas temáticas e temporais para nos guiarem subconscientemente: quezílias políticas nas presidências de Bush e Obama, tecnologias primitivas que se transformam em experiências de alta-definição, modas culturais e canções em voga, tudo tão marcado e essencial como o amadurecimento facial e desenvolvimento de cortes de cabelo do elenco. Estas referências não funcionam como um dispositivo de nostalgia barata, mas compõem um ambiente – e não somos nós o produto do nosso ambiente?

 

É dolorosamente fácil descartar BOYHOOD, como um filme simplista, sem um propósito particular ou uma conclusão épica, como que em modo fast-food, pronta a deslindar o nosso lugar no mundo, tanto como seres individuais, como pertencentes a uma realidade social.

 

boyhood5.jpg

Mas a crua verdade é que a vida – a nossa vida - não se resume a epifanias no topo de uma montanha com a banda sonora perfeita, ou a uma frase floreada criada para tatuar no corpo. A vida é uma série de desafios quotidianos, ao longo dos quais crescemos e aprendemos, apenas para descobrir que há por aí muito mais do que poderíamos imaginar. Momentos impactantes ou não, que ora nos confundem, ora nos asseguram que este é o nosso lugar.

 

A vida não é os enredos de Hollywood, ou as letras delirantes de uma banda indie, ou as linhas embriagadas de sonho de um qualquer bestseller. A vida é o primeiro dia de escola. O corte de cabelo que nos envergonha. A discussão matinal com a mãe. As regras chatas do pai. A irritação dos irmãos. As manhas para faltar à escola. A canção do Verão. A festa secreta com os amigos. A cerveja clandestina. As experiências proibidas. As conversas de circunstância. As batatas fritas no bowling. Os concertos com os amigos. As férias com a família. O primeiro amor. A aventura da universidade. O primeiro emprego. O entusiasmo. O aborrecimento. A dúvida. A certeza. A nova dúvida. O começo. O recomeço.

 

E a vida – a nossa vida – está escarrapachada em BOYHOOD.

 

9.5/10

Autoria e outros dados (tags, etc)

A votação da britânica Sight and Sound resulta da avaliação de cerca de 100 críticos de Cinema e atribuiu o título de Melhor Filme do ano a BOYHOOD de Richard Linklater. De notar ainda que mais uma vez Portugal aparece representado no top britânico, desta feita com Pedro Costa e o seu CAVALO DINHEIRO.

 

COLLAGE.PNG

 

1. Boyhood, de Richard Linklater
2. Goodbye to Language 3D, de Jean-Luc Godard
3. Leviathan, de Andrey Zvyagintsev
3. Cavalo Dinheiro, de Pedro Costa
5. Under The Skin, de Jonathan Glazer
6. The Grand Budapest Hotel, de Wes Anderson
7. Winter Sleep, de Nuri Bilge Ceylan
8. The Tribe, de Myroslav Slaboshpytskiy
9. Ida, de Pawel Pawlikowski
9. Jauja, de Lisandro Alonso
11. Mr. Turner, de Mike Leigh
11. National Gallery, de Frederick Wiseman
11. The Wolf of Wall Street, de Martin Scorsese
11. Whiplash, de Damien Chazelle
15. The Duke of Burgundy, de Peter Strickland
16. Birdman, de Alejandro G. Iñárritu
16. Two Days, One Night, de Jean-Pierre Dardenne & Luc Dardenne
18. Citizenfour, de Laura Poitras
18. The Look of Silence, de Joshua Oppenheimer
18. The Wind Rises, de Miyazaki Hayao

 

*** *** ***

Entretanto, também a célebre Cahiers du Cinéma escolheu os seus melhores do ano, onde ‘Li’l QUINQUIN, de Bruno Dumont teve honras de topo.

 

2aa820e2b1b2a3506ca333ee82076da5.jpg
1. ‘Li’l Quinquin, de Bruno Dumont
2. Goodbye to Language, de Jean-Luc Godard
3. Under the Skin, de Jonathan Glazer
4. Maps to the Stars, de David Cronenberg
5. The Wind Rises, de Hayao Miyazaki
6. Nymphomaniac, de Lars von Trier
7. Mommy, de Xavier Dolan
8. Love Is Strange, de Ira Sachs
9. Le Paradis, de Alain Cavalier
10. Our Sunhi, de Hong Sang-soo

Autoria e outros dados (tags, etc)

Mise en Scène - Star Wars: The Force Awakens, o teaser!

por Catarina d´Oliveira, em 29.11.14

Não sei se já ouviram falar... mas vai haver uma nova trilogia de Star Wars.

O começo de tudo está aqui, neste teaser trailer de 88 segundos (que na verdade devem ser uns 50 se excluírmos os momentos com o ecrã todo preto) de STAR WARS: THE FORCE AWAKENS, ou mais conhecido por STAR WARS: EPISODE VII.

 

Star-Wars-7-The-Force-Awakens-Sith-Lightsaber-Phot

No que respeita à sinopse ou enredo da reencarnação da saga de George Lucas realizada por J. J. Abrams ainda pouco se sabe, mas o teaser tem direito aos sabres de luz da praxe (desta feita, com um update à Rei Artur), um dos protagonistas de comic relief (supostamente), meios de transporte em forma de Magnum da Olá e claro, a gloriosa Millennium Falcon.

 

 

STAR WARS: THE FORCE AWAKENS deverá chegar aos cinemas em dezembro de 2015.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Snorricam - Boyhood, segundo infográficos

por Catarina d´Oliveira, em 27.11.14

Falarei muito brevemente sobre o que achei do fantástico BOYHOOD, de Richard Linklater... mas até lá, e particularmente para quem já assistiu:

 

boyhood

boyhood

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Mise en Scène - JURASSIC WORLD

por Catarina d´Oliveira, em 25.11.14

Produzido por Steven Spielberg e realizado por Colin Trevorrow, JURASSIC WORLD encontra, 22 anos depois, a Isla Nublar com um parque com dinossauros totalmente funcional, tal como havia sido imaginado inicialmente por John Hammond. Evidentemente, alguma coisa vai correr mal...

 

O herói reciclado passará a ser interpretado por Chris Pratt.

 

jurassic-world.jpg

Não vale a pena tecer grandes comentários sobre o filme, mas alguns apontamentos: o foco no núcleo familiar é mantido à boa maneira de Spielberg (apesar de aqui surgir apenas como produtor); um piscar de olho claro ao Sea World; uns efeitos especiais surpreendentemente... ranhosos e meios artificiais que não me entusiasmaram muito. De resto... estou 100% a bordo!

 

 

 

 

JURASSIC WORLD deverá chegar aos cinemas portugueses em junho de 2015.

Autoria e outros dados (tags, etc)

mockingjaypart1.jpg

 

"Are you, are you
Coming to the tree
Where I told you to run so we'd both be free.
Strange things did happen here
No stranger would it seem
If we met up at midnight in the hanging tree"

 

 

Desta feita, a arena ficou de fora, mas os Jogos, esses, parecem mais intensos do que nunca, ainda que se joguem de uma forma mais cerebral e… peculiar.

 

Na sequência do abrupto final da 75ª Edição dos Jogos da Fome, Katniss Everdeen é levada, pelos seus aliados, para o Distrito 13, que se julgava destruído mas que, contra todas as expectativas, continua a fazer frente ao Governo de Panem. Agora, Katniss tem de se tornar o símbolo que a Rebelião precisa contra as forças do Presidente Snow, que mantém Peeta como refém.

hg2.jpg

Depois de Harry Potter e Twilight o terem feito, parece que a indesejada moda de Hollywood de erguer dois filmes em honra de um último capítulo literário pegou mesmo, e THE HUNGER GAMES é a sua próxima vítima, esticando o último livro da saga distópica para jovens adultos de Suzanne Collins para dois filmes, que só conhecerão o seu desfecho no próximo ano.

 

Mas apesar do pêndulo económico ter feito girar os símbolos de dólares na parte de trás, da frente e dos lados da mente dos produtores – e que também terá levado, certamente, um livro como O HOBBIT a dividir-se pelo escandaloso comprimento de três filmes – e não obstante o facto admitido de que, feitas as contas, há efetivamente pouco a acontecer em termos de desenvolvimento do enredo, a verdade é que MOCKINGJAY poderá vir a beneficiar desta divisão, tendo criado uma espécie de equilíbrio que poderia ter sido quebrado pela pressa de o comprimir em apenas duas horas.

hg.jpg

Outro possível benefício está no facto de Francis Lawrence permitir uma habituação à estética completamente diferente deste terceiro filme, abandona a decadência parodiada do Capitólio e a realidade manipulada das arenas. MOCKINGJAY - PART 1 é austero, claustrofóbico, escurecido e lamacento. Em vez de pestanas longas, faces tatuadas e vestimentas futuristas, há macacões impessoais e armaduras de guerra. Em vez de jovens estraçalhados por macacos assassinos, há movimentações propagandísticas a vender falsas verdades (ou mentiras verdadeiras). No fundo, em vez de um puro filme de ação e entretenimento, assistimos a um estudado jogo de xadrez. Enquanto as pessoas dos distritos morrem, a grande guerra é travada através da televisão, a partir de bunkers superprotegidos e com o objetivo de criar o “reclame” mais poderoso. E isto é calculista, frio e real.

 

Nunca esquecendo que se trata de uma série dirigida a um público jovem-adulto, a saga de Hunger Games continua a desenrolar-se como uma série de brilhantes críticas do complexo político e de entretenimento – o hipnotismo da era da televisão, o controle subversivo que consegue exercer, e o público que se deixa enfeitiçar. E se no primeiro filme Katniss aprendeu a usar o sistema para se salvar, e no segundo a usá-lo para o rachar, no terceiro e quarto filmes tentará usá-lo para o destruir.

hg3.jpg

E tem sido sempre assim com esta saga, que sem exagero tem sido uma das mais inteligentes, interessantes e importantes do nosso tempo. Porque não só os temas urgentes estão incrustados no enredo – os media como arma política, a moda como ferramenta revolucionária, o impacto de uma mensagem, o sacrifício como mote de inspiração - como os próprios personagens refletem sobre estes temas e a forma como podem usar a subversão ou o peso do adversário em seu favor.

 

Não é, muito provavelmente, o filme que esperávamos, e sente-se profundamente não-realizado. Mas merece a nossa fé… porque se a PARTE 2 cumprir o que tem vindo a prometer, é bastante provável que em algumas décadas ainda estejamos a discutir o sucesso deste comentário social em forma de ficção científica.

hg5.jpg

Jennifer Lawrence continua a iluminar a mente cada vez mais torturada de Katniss, que além da familiar convicção traz desta feita na bagagem muita angústia e assombração. É, provavelmente, a sua Katniss mais complexa e verosímil, e também a mais completa, porque cada vez mais expõe a ironia no “heroísmo peculiar” da jovem do Distrito 12: uma sobrevivente relativamente passiva mas reativa, tão desejosa de abandonar a luta como qualquer um, mas obrigada a fazer escolhas impactantes sob circunstâncias duras e forçadas.

 

O restante elenco é maioritariamente composto por caras familiares, onde se destacam evidentemente Josh Hutcherson, que tem desta vez mais a fazer do que simplesmente parecer um cachorro abandonado e começa a construir um novo e fragilizado Peeta, Donald Sutherland, que torna a ameaça do Presidente Snow especialmente palpável (e sangrenta) neste terceiro episódio e ainda o falecido Phillip Seymour Hoffman, que preenche de carisma e segurança cada cena que protagoniza. Nas novas adições, não há para já destaques claros, apesar de a presença de Julianne Moore e Natalie Dormer serem muito bem-vindas a um franchise que prima pela presença de poucas mas poderosas personagens femininas.

hg4.jpg

MOCKINGJAY - PART 1 é assim um assumido blockbuster que se edifica sobre temas complexos e ideias desenvolvidas pelos seus predecessores de uma forma estimulante e provocadora, mas que sofre do mal moderno de ser uma entidade incompleta.

 

E se James Cameron tivesse divido “Titanic” em dois filmes, aplicando a machadada divisiva no momento do avistamento do icebergue? A primeira metade teria pouco ou nada para contar, no que concerne ao alcance total do épico baseado numa tragédia real… mas não será igualmente importante para contextualizar e colocar em perspetiva o que sucede no segundo ato? Mas faria sentido dividi-lo em dois filmes?

 

Provavelmente não. Todavia, defendendo-se ou não a moderna tendência de dividir últimos capítulos em duas partes, a realidade permite-nos apenas conhecer “The Hunger Games” nessa condição de exemplo. Pode ser um auspicioso início para um épico capítulo final da saga… ou um arrastado prenúncio para um fecho pouco entusiasmante. Mas por todas as razões e mais alguma, merece o benefício da dúvida.

 

7.0/10

Autoria e outros dados (tags, etc)

Snorricam - Super-heróis do séc. XVI e XVII

por Catarina d´Oliveira, em 18.11.14

 

O que aconteceria se alguns dos super-heróis que conhecemos fossem Duques ou membros da nobreza com centenas de anos? Foi isto que tentou imaginar Sacha Goldberger na sua espetacular coleção SUPER FLEMISH.

 

15_07_13_Super-Héros-Flamands-_03_Captain_America

15_07_13_Super-Héros-Flamands-_04_Wolverine_0194_

15_07_13_Super-Héros-Flamands-_24_darth_maul_1333

Convention_STCHEWBACCA_VINCENT30302_12.jpg

hk.jpg

SuperHerosFlamands_Joker_RGB1998_006-copy.jpg

SuperHerosFlamands_Superman_RGB1998_031.jpg

 

Mais criações disponiveis aqui.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)



Mais sobre mim

foto do autor


VOTAÇÃO TCN 2014



Calendário

Dezembro 2014

D S T Q Q S S
123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031

free hit counters


Action Props Jogos
Awards Season Época de Prémios
Deep Focus Artigos
Flashback Regresso ao Passado
Flashforward Notícias e Projectos
Freeze Frame Shot Imagens
Master Shot Listas e Tops
Mise en Scène Trailers e Posters
New Shots Estreias
Outtake Fora da Sétima Arte
Point-of-View Shot Críticas
Pull Back Shot Um olhar sobre o passado das Estrelas
Smash Cut Citações
Snorricam Extras
Widescreen Cenas Icónicas

. Blog Oficial


Membro do Círculo de Críticos Online Portugueses

. Blog Oficial



subscrever feeds


Arquivo

  1. 2014
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2013
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2012
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2011
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2010
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2009
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2008
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D